Diante Da Ameaça De Trump, Obama Encerra Programa De Registro De Muçulmanos

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  • O programa, conhecido como Sistema de Registro de Entrada-Saída de Segurança Nacional (NSEERS, na sigla em inglês), foi criado após os atentados de 11 de Setembro de 2001 e permitia a coleta de dados de entrada nos EUA de cidadãos de 25 países de maioria muçulmana. O registro está inativo desde 2011 após o Governo concluir que existem outros mecanismos em atividade que já servem para evitar a entrada de suspeitos de terrorismo. “Era redundante, ineficiente e não proporcionava nenhum aumento na segurança”, justificou o Departamento de Segurança Interna.

    Mas a estrutura do NSEERS continuava existindo, o que disparou o temor de que Trump pudesse reativá-lo ao assumir a presidência em 20 de janeiro.

    Em campanha, o republicano prometeu proibir a entrada nos EUA de muçulmanos estrangeiros, o que causou uma tempestade política e uma avalanche de acusações de islamofobia. Trump, que como candidato também defendeu a espionagem de mesquitas nos EUA, disse depois que limitaria o veto a cidadãos de regiões com presença terrorista, o que de fato continuaria afetando países de maioria muçulmana. Também afirmou que obrigaria aos que querem entrar no país a realizarem um teste sobre leis e valores norte-americanos.

    O presidente eleito sugeriu na quarta-feira que suas propostas continuam de pé. Há algumas semanas, Kris Kobach, secretário de Estado do Kansas e membro da equipe de transição de Trump, foi fotografado, ao chegar para uma reunião com o republicano, com um documento que recomendava levar adiante o programa no primeiro ano de presidência. Kobach foi um dos arquitetos do NSEERS em 2001 quando trabalhava para o Governo de George W. Bush.

    A decisão da Casa Branca surge após a crescente pressão da população e do setor de tecnologia. Mais de 300.000 pessoas assinaram uma carta na semana passada pedindo a Obama o fechamento do NSEERS. Ao mesmo tempo, gigantes do Vale do Silício como o Facebook, Twitter e Apple comunicaram que não colaborariam com o Governo de Trump na produção de um registro de visitantes muçulmanos.

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